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GRUPO SUL BRASIL DE COMUNICAÇÃO
 Colunistas

Quirino Ribeiro

Com mais de 45 anos de atuação jornalística, Quirino Ribeiro já passou pelos principais veículos de comunicação do País. Atualmente, é gerente comercial do SBT/SC - região Oeste, comentarista na Rádio Chapecó, colunista no Jornal Sul Brasil e, de agora em diante, se fará presente também no Portal Oeste News. De segunda a sexta-feira acompanhe aqui o que é destaque no Brasil. 


E-mail: quirino@scc.com.br

Reforma da previdência
15/10/2018
Quirino Ribeiro

“Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público.” (Thomas Jefferson)


Com a base esfacelada na Câmara após muitos aliados perderem a reeleição, o presidente Michel Temer quer deixar a Reforma da Previdência para o próximo presidente. Nos bastidores do Planalto, a avaliação é a de que será Jair Bolsonaro (PSL). O que deixa a situação mais delicada. Temer não quer provocar o eventual futuro presidente se mexer, agora, na aposentadoria de militares das Forças Armadas e policiais – categorias que Bolsonaro quer valorizar com carreiras e salários. Um ministro do governo é lacônico sobre a reforma: “Temos que esperar quem for eleito”.


CONSIDERAR A POLÍTICA UM PROBLEMA


É, de fato, um dado a ser discutido, pois ela faz parte da própria vida. O ser humano é um animal político. O problema está na forma como são conduzidas as articulações e o que poderia ter sido mudado (ou pelo menos tentado) com a reforma da Previdência e a Reforma política que acabou não saindo.


O CONGRESSO


Mesmo com o aviso popular, insistiu em não levar adiante demandas importantes e agora paga a conta. Os pontos positivos da mudança só serão testados em 2020, como o fim das coligações, este, sim, um passo adiante. No meio da jornada do segundo turno, tanto para a Presidência da República quanto para a eleição estadual, há espaço para se discutir o papel da política nas futuras administrações. Tirá-la de cena não é a melhor opção. Moralizá-la, sim.


O QUE AS URNAS FALAM ESTÁ FALADO


Expressando a vontade popular, os resultados do pleito desmentiram pesquisas que se acreditam criteriosas do ponto de vista técnico. Contrariaram avaliações de um batalhão de analistas políticos, integrantes de bancadas televisivas dominadas por embriagante autossuficiência. Produziram euforia em alguns redutos e frustração noutros. São resultados a serem, obviamente, assimilados sem choro nem vela por todos os cidadãos e grupamentos partidários que atuaram como protagonistas na frenética corrida pela conquista do voto.


FORAM REGISTRADAS ALTERAÇÕES EXPRESSIVAS


Na composição do Senado, da Câmara dos Deputados, das Assembleias. Revelou-se impactante a pífia votação, sob certo aspecto inimaginável, atribuída a numerosas figuras de prestígio nacional na disputa presidencial. O mesmo cabe ser dito a respeito da retirada constrangedora do palco de nomes proeminentes – alguns deles, não todos – com participação de certo modo com realce no processo de desenvolvimento social e econômico.


O SEGUNDO TURNO É UMA OUTRA ELEIÇÃO.


São bastante compreensíveis as expectativas externadas por todos os segmentos representativos da sociedade, comprometidos com o Bem Comum, em relação ao posicionamento a ser mantido, daqui pra frente, pelos candidatos apontados para a derradeira disputa.


A ARDENTE ESPERANÇA POPULAR


É de que eles se coloquem à altura da confiança que lhes foi outorgada. Esmerem-se na elaboração e exposição dos planos e estratégias julgados relevantes para que o país possa ser recolocado nas trilhas do desenvolvimento econômico e das conquistas sociais. Faz-se essencial se mostrem aptos a oferecer indicações claras de competência, preparo psicológico, condição moral e ética para gerir os sagrados negócios públicos. Dos eleitos espera-se mantenham sintonia perfeita com o sentimento das ruas. Como dizia o imortal Monteiro Lobato, “um governo deve sair do povo como o fumo sai da fogueira”.



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Alianças
11/10/2018
Quirino Ribeiro

“Aprender é a única coisa da qual a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo da Vinci)


Na segunda etapa da campanha eleitoral, candidatos terão que chamar partidos para montarem as alianças, o que implica fazer concessões. Nas primeiras conversas em torno do segundo turno, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ainda não abriram o jogo para os possíveis aliados. Primeiro, conversam para dentro, isto é, avaliam com os parceiros da primeira etapa o que pode ser feito para o pleito do dia 28, quando ambos estarão frente a frente na reta final da disputa.


MAS, PELO QUE SE OUVIU ATÉ AGORA


O jogo de concessões é distinto. Bolsonaro, mantendo a retórica da campanha, diz que não negociará cargos, que serão ocupados por notáveis. Haddad sinaliza para o centro, corteja Ciro, mas deste deve receber apenas o apoio protocolar. O candidato do PDT vai levar um bom tempo para esquecer a articulação do ex-presidente Lula para esvaziar sua candidatura.


SEJA QUAL FOR O JOGO


Os candidatos terão que conversar com os demais partidos. O petista terá que gastar mais a sola do sapato para tirar a diferença do primeiro turno quando há o histórico de nunca ter ocorrido uma virada. Ademais, há o voto consolidado do oponente. Haddad deve focar no Sul e no Sudeste, onde Bolsonaro teve sua melhor performance e ganha o respaldo de candidatos fortes aos governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.


MAS, SE NÃO FOR AGORA


A negociação de ambos os lados terá que ocorrer em algum momento, pois, fechadas as urnas, o que estará na mesa é a governabilidade. Enquanto prevalecer o modelo de presidencialismo de coalizão, não há que se falar em administrar um país ignorando o Legislativo, ou seja, a instância política. O que pode mudar, até mesmo para não comprometer o discurso, é o modo como essas conversas serão encaminhadas.


E AÍ HÁ OUTRO PROBLEMA


O Congresso que emergiu das urnas terá 32 partidos na Câmara e no Senado, o que atrapalha ainda mais as negociações. Não há mais os grandes blocos, com os quais era possível discutir as questões de Estado sob a garantia de respaldo no Parlamento. Se essa sopa de letrinhas não se aglutinar, o presidente da República, seja ele quem for, terá que negociar no varejo e fazer concessões.


MELHOR COOPERATIVA DO AGRONEGÓCIO


Considerada o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes e a maior cooperativa de alimentos do Brasil, a Cooperativa Central Aurora Alimentos é a vencedora do prêmio Melhores do Agronegócio 2018 concedido pela Revista Globo Rural e Editora Globo, na categoria Campeã entre as Cooperativas. A premiação é feita com base em questionário de pesquisa e nas demonstrações contábeis enviadas à Serasa Experian, relativos ao exercício de 2017. O prêmio será entregue no dia 23 de outubro de 2018, em São Paulo (SP).


CINQUENTENÁRIO


Próxima de comemorar o cinquentenário (em 2019), a Aurora Alimentos tornou-se uma comunidade formada por mais de 100 mil famílias espalhadas por 500 municípios brasileiros. Com uma capacidade de abate de 18 mil suínos/dia; 1 milhão de aves/dia e um processamento de 1,6 milhão de litros de leite/dia, a cooperativa vem crescendo e levando os seus produtos a mesa de milhares de brasileiros e para mais de 60 países. (Fonte: MB Comunicação)



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Metade do Congresso é milionária
10/10/2018
Quirino Ribeiro

“O problema da desigualdade social não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso nas mãos de poucos”. (João Carlos)


Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. Neste domingo 567 parlamentares foram eleitos entre Senadores e Deputados e 48,85% deles com patrimônio superior a R$1 milhão. No Senado 36 dos 54 eleitos informaram ser milionários; dois a cada três. Na Câmara Federal dos 513 novos 241 tem patrimônio alto.


CURIOSIDADE


Dois dos políticos mais ricos se apresentaram ao eleitor como professores, ambos empresários da educação. Na Câmara o eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado e professor Luiz Flávio Gomes (PSB-SP). Ele declara possuir R$ 119 milhões. Entre os bens estão quotas de capital, investimentos em fundos e ações e um apartamento no valor de R$ 14 milhões. Ele diz que hoje tem uma “situação confortável” porque empreendeu na área de ensino.


O SENADOR ELEITO DE MAIOR PATRIMÔNIO


É o Professor Oriovisto Guimarães que possui declarados 239,7 milhões de reais. Para comparação o patrimônio de todos os outros eleitos, juntos representam 252,8 milhões. A fortuna do novo senador tem origem no Grupo Positivo com sede em Curitiba onde é um dos fundadores.  


NÚMERO DE NEGROS ELEITOS


No Legislativo sobe em relação a 2014 e chega a 27% do total. Dentre as 1.626 vagas para deputados e senador, 444 foram preenchidas por candidatos desse grupo, contra 389 na eleição anterior. Além disso, há 22 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE – o dobro do verificado há quatro anos. Os dados contrariam a expectativa de mais parlamentares ricos eleitos.


DISTRIBUIÇÃO DE RENDA


Cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil conforme um estudo divulgado pela organização não governamental britânica Oxfam.


12 NOVOS BILIONÁRIOS


No ano em que o mundo teve um acréscimo recorde de bilionários --um a cada dois dias --, o Brasil ganhou 12 novos integrantes. O grupo passou de 31 para 43 integrantes em 2017. O incremento ocorre devido à volta de pessoas que já fizeram parte do seleto grupo, mas perderam dinheiro nos últimos anos, em meio à crise econômica no Brasil.


RICOS X POBRES


O ano no Brasil foi marcado, de um lado, pela retomada da economia e por sucessivas altas na cotação das ações listadas na bolsa de valores brasileira. Por outro lado, o desemprego que, apesar de estar caindo, continua alto e atinge 12,7 milhões de trabalhadores. O patrimônio no Brasil foi reduzido como um todo, mas quem perdeu mais era quem já não tinha muito.


O GRUPO DO 1%


Reuniu no ano passado 44% da riqueza nacional, em linha com os anos anteriores. E o Salário mínimo, enquanto isso encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%. Com as pessoas se endividando, aquelas que têm alguma coisa para vender acabam vendendo para pagar dívida. Por isso, a retração na participação.


PARA MOSTRAR A DISTÂNCIA


Entre o grupo no topo e o que está na base da escala econômica no Brasil, a Oxfam calculou que uma pessoa remunerada só com salário mínimo precisar trabalhar 19 anos se quiser acumular a quantia ganha em um mês por um integrante do grupo do 0,1% mais rico.


AMPLIAÇÃO NA EXPORTAÇÃO DE CARNES


Grande produtor de proteína animal, Santa Catarina encerra o mês de setembro com alta nas exportações de carne suína e de frango. O Estado está entre os maiores produtores de suínos e aves do Brasil e fez da sanidade agropecuária a sua marca registrada na busca por mercados internacionais. No último mês, Santa Catarina embarcou 121,2 mil toneladas desses produtos, faturando aproximadamente US$ 198,5 milhões.


EM SETEMBRO


O Estado exportou 92,7 mil toneladas de carne de frango, 3,6% a mais do que no mesmo período de 2017 e uma queda de 16,9% em comparação com agosto deste ano. O valor arrecadado com os embarques foi de US$ 149,3 milhões – 11,4% menor do que no ano anterior e 17,5% menor do que em agosto. Os principais mercados para o produto catarinense foram Japão, China e Arábia Saudita.



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Estrelas fora da constelação
09/10/2018
Quirino Ribeiro

“Procuro suportar todos os dias minha própria personalidade renovada, despencando dentro de mim tudo que é velho e morto.” (Cora Coralina)


Estrelas da política não conseguem se reeleger e ficam sem mandato. Nomes tradicionais da política brasileira, ex-ministros, ex-governadores e senadores que disputavam a reeleição, não se elegeram para o Senado este ano. É o caso da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), que decidiu disputar uma vaga de senadora por Minas Gerais após seu impeachment. A petista aparecia disparada em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha, mas o povo não entendeu assim.


SUDESTE


No Rio, o também petista Lindbergh Farias disputava a reeleição como senador -posto que ocupa desde 2011, ficará sem mandato. Outro petista derrotado foi Eduardo Suplicy, em São Paulo, após liderar as pesquisas durante todo o período eleitoral.  No Paraná, duas grandes forças da política local ficaram de fora do Senado: os ex-governadores Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (MDB).


NORDESTE


No Maranhão, outros dois fortes nomes locais foram derrotados: Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), herdeiro do ex-presidente José Sarney (MDB). Os eleitos foram Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS). Lobão é ex-governador, ex-ministro e atual senador. Ele foi considerado suspeito, num desdobramento da Lava Jato, de ter recebido propinas de cerca de R$ 5 milhões.


EM GOIÁS


O ex-governador do estado Marconi Perillo (PSDB) viu sua liderança na corrida pelo Senado ruir de agosto até às vésperas da eleição. Perillo terminou em 5º no estado que governou por quatro mandatos. Vanderlan (PP) e Jorge Kajuru (PRP) vão ocupar as duas cadeiras do Senado por Goiás.


O ATUAL PRESIDENTE DO SENADO


Também não estará na Casa no ano que vem. Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto no Ceará durante a campanha, Eunício Oliveira (MDB) amargou a terceira colocação, e por uma pequena diferença viu serem eleitos Eduardo Girão (PROS) e Cid Gomes (PDT).


OUTRO SENADOR QUE PERDEU O CARGO


Foi Cristovam Buarque (PPS), que cogitou concorrer à Presidência. Ele disputava, tecnicamente empatado nas pesquisas, com o deputado federal Izalci (PSDB), que acabou eleito no estado, junto com a ex-jogadora da seleção feminina Leila do Vôlei (PSB).


ALIADO E QUASE VICE DE JAIR BOLSONARO


O senador Magno Malta (PR) também foi derrotado na busca pela reeleição no Espírito Santo. Ele chegou a ser convidado para a chapa presidencial, mas ficou de fora por decidir buscar mais um mandato. Neste ano, 54 vagas estavam em disputa no país -duas cadeiras por Unidade da Federação. Além destes, perderam seus mandatos: Jean Wyllys, Maria do Rosário, Pimentel, Miguel Rosseto, Luiz Marinho, Grazziotin, Jorge Viana, Roseana Sarney, Romero Jucá, Garibaldi Alves, Chico Alencar,  e Cesar Maia.


CONCLUSÃO


De cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. Essa estatística marca a eleição mais surpreendente da história recente do Senado Federal. Desde a redemocratização do país, não houve um pleito que trouxesse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes — renovação de mais de 85%.



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Onda Bolsonaro
08/10/2018
Quirino Ribeiro

“Se você cansar, aprenda a descansar e não a desistir”. (autor desconhecido)


O candidato do PSL fez tudo certo na reta final da campanha e soube faturar muito bem, até agora, o apoio do eleitor cansado dos políticos tradicionais, das denúncias de corrupção e que deseja mudança. Bolsonaro surfou muito bem nessa onda. Agora resta saber o que vai acontecer no segundo em turno.


PSDB, PMDB e PT


Com ridícula votação, os grandes nomes das grandes siglas nacionais Geraldo Alckmin (PSDB) e Meirelles (PMDB), confirmaram a perda da credibilidade da classe política, com um repúdio enorme aos candidatos desses três maiores partidos – PMDB, PSDB e PT, com a pulverização de candidatos, esfacelamento das instituições, decadência moral e perda de credibilidade.


EM SANTA CATARINA


Teve um desempenho espetacular. Com 66% dos votos, Bolsonaro, ganhou fácil do candidato do PT Fernando Haddad com 15% dos votos, quase e milhões de votos e colocou seu candidato, desconhecido Comandante Moisés, Coronel na reserva do Corpo de Bombeiros, com chapa pura e desbancando o líder de todas as pesquisas Mauro Mariani do MDB, no segundo turno do Estado para disputar com Gelson Merísio o cargo de Governador do Estado de SC.


SENADO DECEPÇÃO


Raimundo Colombo, ex-governador foi derrotado por Jorginho Mello e ficou atrás do desconhecido candidato do PSL, Lucas Esmeraldino de 35 anos, dentista de Tubarão (SC), elegendo também o experiente ex-senador, governador e deputado Federal Espiridião Amin.


FIEL DA BALANÇA


Mais uma vez, será o MDB, que tanto a nível nacional quanto estadual poderá decidir, apoiando os candidatos do PSL, Bolsonaro para Presidente e Haddad do PT, ou Meríso e Comandante Moisés em nosso estado.  


SONEGAÇÃO E CORRUPÇÃO                                                                      


Fala-se bastante que a corrupção é o principal câncer do Brasil e realmente é uma das principais doenças crônicas e culturais de nossa sociedade. Mas as perdas do País por causa da sonegação de impostos correspondem a um valor sete vezes maior do que é desviado por corrupção.


SEGUNDO A INTERNACIONAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS


A sonegação, em média, é de R$ 500 bilhões ao ano. Ressalto que, além do dinheiro que não chega aos cofres públicos, há ainda tributação desigual feita no país. Para quem recebe dois salários mínimos, quase 200 dias de trabalho são perdidos para pagar impostos, enquanto para os mais ricos acaba onerando apenas 106 dias ao ano. Portanto, no Brasil, os pobres pagam mais impostos que os ricos. Então questiono: para qual Brasil, de fato, temos uma carga tributária alta?


A SANHA ARRECADADORA


Existe em todos os níveis, para compensar as perdas com corrupção e, com a má gestão de recursos públicos, aumentam impostos. Mesmo o inteligentíssimo FHC, para justificar interesses políticos, disse que o Brasil necessita de políticos e não de gestores. Não concordo, para mim inabilidade de gestão é tão ou mais danosa que a corrupção.


ESTA SAGA POR ARRECADAÇÃO


Além dos aumentos insuportáveis de um monstro que nunca se satisfaz, agora também suprime direitos e realiza protesto de dividas e ações de cobrança, que muitas vezes são indevidas ou intempestivas e sequer notificadas, tolhendo o direito de defesa.



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Momento sem comparação
05/10/2018
Quirino Ribeiro

“Vejo os pombos no asfalto, eles sabem voar alto, mas insistem em catar as migalhas do chão.” (Zeca Baleiro)


É o que o Brasil vive e é de senso comum que há necessidade urgente de transformação e de quebra de paradigmas para que possamos voltar a pensar em desenvolvimento.


A CRISE ECONÔMICA


Tem freado os investimentos na construção civil, atividade impulsionadora de emprego e renda no País, sem alteração na balança comercial, uma vez que os insumos usados são nacionais. No entanto, a falta de investimentos em infraestrutura e saneamento básico, itens fundamentais para garantir a Saúde pública e do desenvolvimento sustentável, é anterior à crise.


O PAÍS VIVE CONTRASSENSO


Ao mesmo tempo em que desponta entre os quatro primeiros do mundo que mais investem em construções sustentáveis, sejam elas de alto padrão ou não, ainda padece de assistência em questões tão básicas quanto a do tratamento de água e saneamento.


CAMINHO CERTO


Falta pouco para conhecermos o governante do próximo quadriênio. Cabe ao eleitor decidir o que melhor lhe convém. Vemos, em grande número, candidatos de esquerda e de direita, no chamado embate eleitoral.


O VOTO É A ARMA DA VONTADE POPULAR


Legendas partidárias, antes desconhecidas do público, tomam a frente de discussões trazendo novos assuntos nas áreas da educação, saúde, moradia, policiamento, esporte, lazer, meio-ambiente e outros. Por isso, no domingo torna-se um momento único, no qual o simples toque na tela da urna irá definir o Brasil do porvir.


ESSA MESMA ESCOLHA


Deve se valer das ideias oferecidas pelos candidatos, tendo em mente a realidade vivida pela população. Falar bonito não resolve. É preciso tirar projetos do papel. Promessas em época de campanha enchem um funil, mas deixam a leiteira vazia.


ESCOLHA


Estamos às vésperas da eleição e chegou a hora de a população ter o mínimo de inteligência e dignidade para ver claramente quem são os candidatos patriotas, que realmente têm amor ao Brasil, essa terra abençoada por Deus, ou quem tem olhos somente para seus próprios interesses, seus bolsos e seus amiguinhos de corrupção. Chegou a vez do povo. Vamos juntos fazer uma Nação melhor para nossos filhos, netos etc. O momento é agora.


BRASILIDADE


Somos 208 milhões de habitantes e temos cerca de 90 mil cargos políticos (de vereador a presidente), ou seja, 0,043% da população. Mesmo assim, muitos dos eleitos, por nossa culpa, são da pior qualidade. Ao eleger elevado número de maus brasileiros, nem a imprescindível reforma da Previdência foi aprovada. Mesmo assim o Brasil é viável, desde que doravante os eleitos sejam patriotas, priorizem o País ao invés dos interesses próprios.


SEMENTE


Todos nós somos eternos semeadores. Estamos a todo e qualquer instante entrando no imenso campo das escolhas, onde temos acesso a uma infinidade de sementes para o plantio. A melhor maneira de entender a lei da vida é estar consciente e alerta para o tipo de semente que estamos plantando. Por isso, no domingo, quando for votar, lembre-se que, quer você goste ou não, tudo o que está colhendo no momento é fruto da semente que plantou no passado. Nessa eleição pense bem, escolha bem e plante bem.



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Eleição – Vamos mudar!
04/10/2018
Quirino Ribeiro

“Os momentos de crise suscitam um redobrar de vida nos homens.” (François Chateaubriand)


Vamos eleitores, juntos, unidos e fortes tornar este país melhor para se viver! Para todos os brasileiros trabalhadores que têm fé, esperança e amor. Eleitor, pela família, crianças, adolescentes, pais e mães chefes de famílias, vamos nos unir em prol de um país melhor.


CHEGA DE HIPOCRISIA


De ladrões, malandrões, surrupiadores de nossas riquezas, chega de político sacana, aquele que próximo à eleição nos procura para nos enganar. Chega de palhaçada daquele político que, próximo à eleição, te procura para te dar mais uma golpeada, aquele que nos últimos quatro anos o que fez foi negociar para o seu interesse particular.


O BRASILEIRO


De boa índole, povo trabalhador, pai e mãe combatentes que não perdem a esperança de sua família cuidar, são sacrificados, maltratados e humilhados de tanto ser sacaneados por esses raposões que não se cansam de surrupiar o erário público e, para o trabalhador, resta é pagar impostos para não receber o retorno de serviços para sua família.


OS PROBLEMAS ESTÃO AUMENTANDO


No ano de 2017, a violência extrapolou. Pessoas morreram na área urbana, no trânsito, muitas outras aconteceram nos corredores dos hospitais por falta de leitos, atendimentos e procedimentos normais, por omissão, intolerância, ladroeira, corrupção, falta de decência e de moralização. Perderam a vergonha de vez, o amor próprio e a noção.


O MOMENTO É AGORA


Não reeleja ladrão, corrupto e sem noção que só engordou o próprio bolso e ludibriou a nação. Deputados federais que, na calada da noite, aprovaram uma lei a favor da corrupção, enterrando as dez medidas contra a corrupção, votando uma lei maliciosa professando os ladrões. Entre no site e descubra quem são os irresponsáveis por essa podridão.


A NAÇÃO BRASILEIRA


Precisa se conscientizar. Vamos nos unir e salvar o Brasil e o povo brasileiro desses políticos malignos que tornaram o país uma epidemia da corrupção, praticadas por eles e seus apadrinhados cúmplices dos ladrões. Pense bem antes de votar! Depois não adianta chorar.


POLÍTICA, BUROCRACIA E LOGÍSTICA!


Seria compreensível esperar que a agricultura e o agronegócio estivessem na pauta das prioridades, nos planos de governo e nas intervenções midiáticas dos candidatos em geral e dos postulantes ao executivo, em particular. Todo candidato deveria falar com orgulho da agricultura brasileira, que tem sido a locomotiva da economia nacional nas últimas décadas e a responsável pelos sucessos superávits da balança comercial nos últimos anos.


DOIS PROBLEMAS VERGASTAM O SETOR PRIMÁRIO EM SANTA CATARINA:


O excesso de burocracia e a perda da competitividade. A burocracia se expressa na intervenção do Estado nas atividades agrícolas e pecuárias que procrastinam os empreendimentos, encarecem os investimentos e desestimulam o empresário-produtor rural.

A perda da competitividade é reflexo, pois é reconhecida a eficiência dos estabelecimentos rurais catarinenses. O fato é que as deficiências logísticas estão retirando a competitividade do agronegócio barriga-verde, incluindo-se aqui as agroindústrias de processamento de carnes, leite, grãos e frutas. As más condições do sistema rodoviário asfixiam o setor.


TORNOU-SE CARA E PENOSA


A operação de transportar a matéria-prima do campo para a indústria e transferir o produto alimentício das indústrias para os portos e para os centros de consumo. Recuperar as rodovias e duplicar as rodovias-troncos são necessidades emergenciais, mas a solução passa pelo modal ferroviário.  Uma ferrovia intraestadual, ligando o Oeste aos portos catarinenses (para escoar a produção exportável) e outra interestadual ligando o Oeste ao Centro-Oeste brasileiro (para suprir o déficit de 3,5 milhões de toneladas de milho que o parque agroindustrial catarinense consome). Reduzir a burocracia e melhorar a logística é tudo que a agricultura e o agronegócio pedem. (José Zeferino Pedrozo – Presidente da FAESC e do Senar).



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Educação familiar
03/10/2018
Quirino Ribeiro

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. (Confúcio)


Quando os responsáveis não matriculam seus filhos em escolas públicas ou particulares e optam por orientar os estudos em casa – é legalizado em vários países, como Estados Unidos, Inglaterra, Finlândia, Portugal e Rússia. Por outro lado, em países como a Alemanha e a Suécia, a modalidade é considerada crime e há casos de pais multados, presos e que perderam a custódia dos filhos.


NO BRASIL É ILEGAL


Referendada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), a Constituição de 1988 prevê apenas o modelo de ensino público ou privado, cuja matrícula é obrigatória. Quando um Estado ou município identifica que um aluno deixou de estar matriculado em escola, aciona o conselho tutelar, que comunica o caso ao Ministério Público.


EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS


Além da família, é tarefa do Estado e da sociedade. É direito inalienável da criança – e não da família – o acesso a ambiente pedagogicamente estruturado, que assegure o convívio com outras crianças e outros adultos. Assim, todas as crianças têm garantido o direito de conviver com a diversidade.


O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO


Quando falamos na Educação contemporânea, não são apenas os conteúdos, mas características que apenas a socialização desenvolve – e que serão fundamentais para o cidadão e o profissional da nova geração: respeito à diversidade, empatia, maturidade, sentimento de coletividade, altruísmo, inteligência emocional, resiliência, saber lidar com a frustração, criatividade, administração de conflitos, determinação e atingimento de metas, entre outras. Ou seja, a alienação da sociabilidade compromete o processo civilizatório.


A FAMÍLIA


Sem dúvidas, segue sendo fundamental para a vida de todas as crianças, mas não se pode esperar do berço familiar a educação para a democracia. Além disso, a escola garante outros direitos fundamentais da criança, já que consegue monitorar maus-tratos, trabalho infantil, condições de saúde e abusos, por exemplo.


DADOS DA ANED


Associação Nacional de Educação Domiciliar, mesmo assim, revelam que existem atualmente 7.500 famílias em regime de homeschooling no Brasil, mais que o dobro das 3.200 famílias identificadas em 2016. A estimativa é que 15 mil crianças recebam educação domiciliar no País, atualmente.


SICOOB


Entre os 200 maiores grupos empresariais do Brasil, maior sistema financeiro cooperativo Brasileiro, ganhou destaque na edição especial do ranking Melhores e Maiores, da Revista Exame de agosto. A publicação traz as companhias que conseguiram apresentar bons resultados, além do ranking das 1.000 maiores empresas do Brasil.


SICOOB REPRESENTA O COOPERATIVISMO FINANCEIRO


No 41º lugar e, nas empresas com maior lucro, garante a 10ª posição. Para analisar as empresas inscritas no projeto, é utilizado o critério de comparação dos resultados obtidos em termos de crescimento, rentabilidade, saúde financeira, participação de mercado e produtividade por empregado.



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Desinformação
02/10/2018
Quirino Ribeiro

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. (Antoine Lavoisier)


Apesar de tanta informação disponível àqueles que desejam saber as coisas, o desconhecimento de assuntos básicos por parte da imensa maioria de nossa população é de amargar.


MEIO AMBIENTE


Quando o assunto é ecologia e preservação de nosso ambiente, a desinformação é geral. Todos, ou praticamente todos, não querem que se derrube uma só arvore da Amazônia ou de onde quer que seja. São defensores da natureza sem compreender as mínimas leis que a regem, e por isso opinam sobre o que quase nada sabem.


FAMOSOS DESINFORMADOS


É muito comum ouvir opiniões disparatadas de pessoas famosas, ou de intelectuais, ou de apresentadores de noticiários nos muitos veículos de mídia. Dos políticos então, chega a ser atroz. Político é uma classe que decididamente não se informa... Ele vai no vácuo, e a maioria expressa o que a massa de manobra deseja ouvir.


O BRASIL


Atualmente utiliza apenas dez por cento de sua área territorial para lavoura e produção de alimentos. E ainda assim, somos o maior exportador de alimentos do mundo. Há ainda muita terra para se explorar de forma a tornar este país e seu povo mais rico, porém, se qualquer empresário do agronegócio ousar aumentar sua área de plantio, e precisar derrubar algumas árvores, por certo enfrentará a fúria de algum repórter eco-chato da região onde reside. Estes ecologistas de araque constituem a pior praga de nossas lavouras, e eles estão por todos os cantos...


PELO MUNDO


A Europa inteirinha não tem volume de floresta sequer para fazer frente ao que possuímos apenas no Estado do Paraná. Nos Estados Unidos da América, você só encontra matas nos parques florestais do governo, e são poucos para a extensão dos Estados Unidos. Estes pseudodefensores do ambiente simplesmente desconhecem que há um lobby internacional para que o Brasil não estenda as suas fronteiras agrícolas.


OS AMERICANOS


Não querem que nossa produção de grãos aumente porque impacta na economia deles, afinal, os norte-americanos têm no agronegócio um filão extraordinário, e eles decididamente não desejam concorrência.


GOL CONTRA


Toda vez que um famoso expressa sua opinião favorável ao não aumento das áreas agrícolas do país, ele está fazendo lobby contra sua própria nação. Da mesma forma os apresentadores de noticiários na grande mídia. É uma lástima que estas pessoas não se informam como deveria. Não há nenhuma necessidade de invadir a Amazônia para aumentarmos nossas fronteiras agrícolas, Ainda há muito cerrado improdutivo para transformarmos em áreas férteis e produzir muito alimento para nossos 7,5 bilhões de seres humanos.


COMPARANDO:


A Amazônia, que é a maior floresta equatorial do mundo, tem sessenta por cento de sua área alagada. São imensos igarapés e, por ora, é muito mais inteligente manter como está. O Estado do Rio de Janeiro tem mais florestas que Holanda, Bélgica e Luxemburgo juntos. E só a floresta do Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná, é maior que toda a área de floresta do Estado do Rio de Janeiro.


PARA CONCLUIR


O Brasil é o país com o maior potencial e produção de alimentos do mundo. Nossos famosos e nossos homens da mídia precisam rever seus conceitos antes de considerar que é crime derrubar uma árvore.



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Reta de chegada
01/10/2018
Quirino Ribeiro

“Sofremos uma carência generalizada que vai do feijão à Constituição”. (Teotônio Vilela)


Há seis dias para as eleições, o discurso político subiu o tom. Os de trás batem nos da frente numa tentativa de reverter o jogo. Tal movimento é comum e tornou-se uma estratégia de desconstrução do adversário para conseguir espaço, mas sua eficiência ainda é discutível.


O ELEITOR QUER SABER


Quais são as propostas ou prefere saber das mazelas dos candidatos? Essa pergunta enche a agenda dos marqueteiros. Em situações como essa, os bastidores da política começam a fazer um segundo movimento em torno de alianças. Os partidos de menor porte, especialmente, colocam o bloco na rua e começam a fazer o que sabem fazer melhor: vender seu apoio, como é rotina nas relações entre Executivo e Legislativo.


SEJA QUAL FOR A ARTICULAÇÃO


As urnas continuam sendo um espaço de reflexão para os atores políticos. De novo indicam que as ruas querem mudanças e que o discurso de algumas legendas está vencido. Mais do que isso, a renovação não passa apenas em torno do viés programático, mas também de nomes. Da mesma forma que o número de eleitores novos que ingressa no colégio eleitoral aumenta, os partidos também precisam renovar. Se insistirem no velho modelo e nos nomes já desgastados, ficarão em segundo plano.


O AUMENTO DA TEMPERATURA


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acentuou que ninguém vai desafiar a democracia. “Tenho certeza de que todos os candidatos que hoje estão colocados para disputa do primeiro turno têm clareza de que o respeito às regras do jogo faz parte da possibilidade de uma vitória em um eventual segundo turno no Brasil”.


O MINISTRO LUIZ ROBERTO BARROSO


Ao ser indagado sob uma possível volta da tutela militar, foi objetivo: “Nós já percorremos todos os ciclos do atraso. E, portanto, eu acho que esse é um risco inexistente”. E destacou duas regras: “Quem ganha (as eleições) leva. Quem leva respeita as regras do jogo e os direitos dos outros”.


TAIS PRONUNCIAMENTOS SÃO OPORTUNOS


Pois há sempre os que apostam no extremismo para impor suas ideias, mesmo sabendo que num país tão plural como o Brasil é preciso dialogar. Aos 30 anos, a Constituição Federal é uma garantia para a sociedade e para os governos. O discurso ora polarizado faz parte do jogo, desde que não extrapole para propostas que, além de não serem factíveis, coloquem em xeque o texto promulgado em 5 de outubro de 1988.


AS COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS BRASILEIRAS


Estão solicitando, por intermédio do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), que o governo federal intensifique as negociações visando a retomada da venda de carne suína produzida no Brasil para a Rússia.


EM OFÍCIO


Enviado na semana passada ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a entidade reforça “a necessidade premente de se acirrar os esforços negociais com as autoridades russas, inclusive com a possibilidade de adoção de medidas retaliatórias junto aos principais produtos russos importados atualmente pelo Brasil, fortalecendo a capacidade de pressão e de negociação da autoridade brasileira”.



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